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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Flavors: Midwinter Graces

Damos agora continuidade à série Flavors com um lindo conto inspirado em Midwinter Graces, primeiro álbum sazonal de Tori Amos. Ainda que seja um disco um tanto negligenciado pelos toriphiles, Hernando conseguiu unir a magia das músicas de Natal, expressas com maestria nas melodias do disco, àquela tristeza tão típica das festas de fim de ano, que costuma fazer emergir dramas que guardamos lá no fundo. Um texto mágico!

Por Samanta Alcardo (que escreveu o texto do Pink)



Mais Um Conto de Natal

Eu sempre quis conhecer a neve.
Sempre que assistia àqueles filmes que se passavam no natal, aqueles bem americanos mesmo, me imaginava brincando com neve, fazendo bolas, construindo bonecos e toda aquela tradição que parece tão acolhedora... É o tipo de coisa que me faz pensar em saudades de coisas que nunca me ocorreram. E de como essa saudade pode ser real - ou honesta, ao menos.

De uns tempos pra cá, essas vontades infantis tem voltado. Desde que minha mãe partiu, bem dizer. Ela me criou sozinha, e mesmo sendo mais calada que o habitual para o padrão materno (as mães de amigos que o digam), ela sabia como resolver tudo em um ou dois afagos. Talvez por minha primeira casa ter sido feita só de nós dois, eu senti como se tivesse perdido meu mundo quando a vi indo embora - já tenho esposa e uma filha linda, mas até hoje sinto falta do olhar silencioso dela. O mesmo que me olhava com todo o carinho quando era preciso. O mesmo que falava como nenhum outro.

Foi pensando nessa nuvem de reminiscências que pairava sobre minha cabeça que acabei decidindo saciar um desejo que nunca tive a chance antes: iríamos visitar um grande amigo que morava nos EUA, pela época de natal, e assim eu finalmente conheceria a neve! Ao contar para minha filha que nós faríamos a viagem, a primeira coisa que me perguntou foi: “a gente vai pra Disney?!” Disse que dessa vez não, e mesmo ficando um pouco contrariada, contentou-se com a promessa de que compraria um vestido de uma das princesas para ela por lá. “Eu quero o da Bela Adormecida, que é toda rosa e brilhante!”, disse ela, descrição essa que me foi lembrada diariamente, até o dia da viagem. “Crianças são tão insistentes que chegam a irritar”, pensava eu, para depois rir de mim mesmo ao lembrar da neve. “Crianças...”

Quando finalmente desembarcamos, fomos recebidos pelo Josué, e entre os habituais “que saudade!” e “sua menina já cresceu muito!”, fomos ao carro para seguirmos à casa dele. Mesmo faltando alguns dias para o feriado natalino, a rádio já tocava músicas da época, num programa chamado “Your holiday faves”, e ao ouvir Silent Night, lembrei de um disco de minha mãe que ela sempre punha quando chegava a véspera de natal, com “Noite Feliz”.

“Pelo menos aqui eles não tocam ‘Então é Natal’” - Josué interrompe mais um devaneio e é seguido por gargalhadas de todos, o que me fez voltar à realidade e perceber que já estávamos na área de subúrbio onde ele mora. Mesmo me sentindo imerso em um daqueles filmes que tanto gostava, uma coisa me afligia - não via neve em lugar algum! “É porque esse ano está demorando a chegar, também estou estranhando”, respondeu-me enquanto tirávamos as malas do carro.

Cumprimentamos a esposa dele, que nos esperava com chocolate quente e de braços abertos, e depois de alguns minutos conversando sobre a viagem e o impacto que é sair de um verão tão quente para um inverno tão frio como aquele, fomos aos aposentos que ocuparíamos naquela estadia. Aproveitamos para passear bastante nos dias antes do feriado, e mesmo sendo surpreendido por coros cantando pela rua ou me animando com a felicidade de minha filha em usar seu vestido, rosado e cheio de glitter, ainda ficava angustiado por uma dúvida: “por que não nevou ainda?!”

E assim, chegamos ao dia 24 de dezembro. A ceia estava quase pronta, e nesse meio tempo me distraía vendo na TV imagens de outras localidades em que a neve havia caído e eles já faziam a festa que eu tanto queria fazer. “Mas como ficou lindo esse anjo de neve!”, exclamou Isabella, a esposa de Josué, nos chamando logo depois para finalmente sentar à mesa e começar as comemorações. Depois de agradecermos pela refeição, ela pediu licença para falar sobre o significado do natal, e nos presenteou com as seguintes palavras:

“Antes mesmo de Jesus ter nascido, o solstício de inverno já era motivo de comemoração entre os antigos, uma vez que ele representava o renascimento do sol em direção a seu ápice, no solstício de verão. E o mais importante nessa época é lembrar que todas as almas podem passar por períodos de completa escuridão, como é o caso dessa noite, mas tão pronto o dia amanheça, a luz recomeça seu tranquilo percurso para que em pouco tempo, volte a iluminar nossos corações. E crer nisso, meus amigos, é o que nos sustenta perante toda e qualquer incerteza - elas passam. Assim como passam as alegrias, as dores também hão de passar. E quem está vivo, nisso acredita, por mais que não consiga aceitar. Brindemos à esperança, brindemos ao que há de bom para nos salvar!”

Depois de um caloroso brinde, em que quase derramei o conteúdo de minha taça no peru sobre a mesa, sentamos, conversamos e fomos uma família até a hora de deitar. Após beijar minha esposa, deito minha cabeça no travesseiro e subitamente me lembro: “e a neve, por onde anda?”. Não demorou muito, e acabei adormecendo sem mais hesitar.



“Neve! Pai, tem neve!”

Sou acordado por Aurora com seus gritos de alegria, e quando consegui formalizar o que ela havia me dito, senti-me como se tivesse acabado de engolir uma pedra! “Finalmente eu vou conhecer a neve...”, pensava alto, e ao mesmo tempo que me trocava, sentia um terror súbito de ir lá fora. Aquilo ia e vinha, até me fazer ficar sentado por algum tempo refletindo se era tudo verdade. “Vem logo, amor, a menina quer brincar com você!” - Marília me fazia acordar pela segunda vez, e agora sim saíra do quarto.

Ao pisar naquele tapete branco, sentindo o ar frio invadindo meus pulmões, permaneci um tempo parado, como se ainda estivesse tentando acreditar. Foi aí que Aurora jogou uma bola de neve nas minhas costas e, finalmente, abri um sorriso que nem os coros, nem o chocolate quente ou qualquer outra coisa daquele lugar haviam me proporcionado - foi quando fiz a minha primeira bola e joguei contra Marília, e assim, começamos nossa brincadeira! Josué e Isabella ficavam nos olhando com se fôssemos 3 crianças comendo melaço pela primeira vez, até que ele, após levar uma bolada minha, desceu e me ajudou a fazer meu primeiro boneco de neve! “Felicidade branca, felicidade alva!” - era só nisso que pensava!

Passada a excitação do momento, aproveitei que todos haviam entrado pra se esquentar e fiquei sentado, na varanda da casa, observando um pouco o movimento da rua. Foi quando avistei uma senhorinha, de baixa estatura e longos cabelos grisalhos, visíveis mesmo com o gorro que ela usava, passando umas casas à frente. De imediato, lembrei de minha mãe. Quase que instintivamente, desci a escada na entrada da casa e fui ao encontro dela, como se tivesse algo a lhe dizer - foi quando um das sacolas que ela trazia caiu no chão, e me precipitei para recolhê-la. Ao subir minha vista e olhar para seu rosto, senti-me estranho por confirmar que não era ela.

“Oh, thank you, sir!”
“De nad- oh, you’re welcome, lady”

Ela me deu um sorriso cortês antes de seguir seu caminho. Retribuí, sorrindo de forma desconcertada, e voltei para casa. “You’re not there”, no rádio alguém cantava.

Subi ao quarto, e chorei.
Chorei todas as lágrimas que podia chorar, e senti os pingos caindo como cachoeira sobre minhas pernas, ainda um pouco geladas. Foi aí que Marília, ouvindo do corredor meus soluços, chamou Aurora para falar comigo. Minha menina entrou no quarto, perguntando porque seu papai chorava e então veio me abraçar.

A segurei em meus braços, disse que estava tudo bem.
E ela sorriu para mim.

Ela sorriu para mim.

De repente, lembrei das palavras de Isabella, naquela mesa de jantar:

“Assim como passam as alegrias, as dores também hão de passar. E quem está vivo, nisso acredita, por mais que não consiga aceitar. Brindemos à esperança, brindemos ao que há de bom para nos salvar!”

Foi quando Marília também entrou para me abraçar. E ao tê-las do meu lado, no mais completo silêncio, eu soube que ela também estava lá. Fechei os olhos e senti de súbito meu coração esquentar...

Você estava lá.
Você estava lá.


And all is calm... All is bright

---








Hernando Siqueira Neto, 25 anos. Uma pessoa que aproveita bastante seu ócio criativo e sua suposta solidão. E que vive pensando em Marianne.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!



Shower the world with pink and glitter.

A equipe do toribr deseja a todos os toriphiles um ótimo Natal. É hora de ouvir o Midwinter Graces e se divertir com a família ou sozinho (Tori também é uma ótima companhia para o Natal). Have yourself a merry little Christmas!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Tradução: Midwinter Graces


Antes de iniciar o post, um pedido de desculpas. Devido aos problemas ocorridos no Blogger durante a semana do Natal, não pude postar as traduções feitas por Hernando Neto, grande colaborador do blog, como um "presente" aos fãs, modo o qual ele se referiu. Ainda assim, aqui estão elas.

Victor

"Doug Morris, executivo da gravadora de Tori, pediu a ela que fizesse um álbum natalino... E como ela tinha de fazer as coisas a seu modo, decidiu não falar do Natal, mas sim do Solstício de Inverno, celebração até anterior ao 25 de dezembro. O solstício é justamente a data na qual ocorre a noite mais longa do ano... Logo depois dela, o sol volta a recobrar sua força, e passa a se torna mais presente na duração diária, até o Solstício de Verão, seu ápice."

"Naturalmente, a metáfora do nascimento de Cristo está bem ligado a este contexto, e é mais natural ainda que Tori queira fazer das coisas de um modo mais enraizado, numa estética mais pagã que cristã... So, o resultado disso foi um álbum suave e intenso, que por ser enxuto e bem acabado, tornou-se seu trabalho mais coeso desde 2005. Espero que gostem, e qualquer coisa, corrijam ;)! Então, às traduções."

NOTA: "Stille Nacht, Heilige Nacht (Silent Night, Holy Night)" e "Good King Wenceslas" são músicas em que Tori não fez qualquer adaptação, sendo mais fácil de encontrar suas traduções pela internet.

WHAT CHILD, NOWELL* (QUE CRIANÇA, NOWELL)

Que criança é esta que,
Repousada sobre o colo de Maria,
Está dormindo?
A quem os anjos saúdam com doces hinos,
Enquanto pastores ficam de guarda

Esta é a dádiva do inverno
É isso que começa

Nowell, Nowell, Nowell
Cada voz estava cantando
Nowell, Nowell, Nowell
Nascido neste dia um novo
Nowell, Nowell, Nowell...

Que criança é esta que agora
É desperta em cada coração, pela manhã?
Da luz ofuscante ao céu prateado,
Traga-nos a paz vinda da criação

Esta é a dádiva do inverno
É isso que começa

Nowell, Nowell, Nowell
Cada voz estava cantando
Nowell, Nowell, Nowell
Nascido neste dia um novo...

Nowell, Nowell, Nowell
Cada voz estava cantando
Nowell, Nowell, Nowell
Nascido neste dia um novo...
Nascido neste dia um novo
Nowell, Nowell, Nowell

Nowell

* "Nowell" é uma palavra que vem do francês Noël, significando "Natal". A origem dela é do latim "Natalis", que se refere a "Nascimento". Mais informações, aqui.


STAR OF WONDER

 (ESTRELA DE MILAGRES)

Nós, os Três Reis, estamos voltando

Trazendo presentes do Oriente

Do Oriente

Alguns dizem que uma estrela ascenderá novamente
Nos corações da humanidade

Alguns dizem que estivemos em exílio
O que precisamos agora é de fogo solar

Estrela dos Milagres, Estrela da Noite
Estrela de Beleza Real
Levando-os ao Ocidente, ainda em procissão...
Semeando uma Estrela de Milagres



Nós trouxemos Ouro e Mirra para ele
Vindos do Oriente, Olíbano

Do Oriente


Alguns dizem que uma estrela ascenderá novamente
Nos corações da humanidade

Alguns dizem que estivemos em exílio

O que precisamos agora é de fogo solar

Estrela dos Milagres, Estrela da Noite

Estrela de Beleza Real
Levando-os ao Ocidente, ainda em procissão

Estrela dos Milagres, Estrela da Noite

Estrela de Beleza Real
Levando-os ao Ocidente, ainda em procissão...
Uma Estrela!
Semeando uma Estrela...
Semeando uma Estrela de Milagres...

De Milagres


A SILENT NIGHT WITH YOU (UMA NOITE FELIZ* COM VOCÊ)

O rádio toca as minhas favoritas do Natal,
E isto me remete a quando nosso amor começou
Jovens amantes passam por mim, com seu brilho
E lembro que costumávamos ser assim,
Nem faz muito tempo
Você então disse, “Eu quero passar
Uma noite feliz com você
Com você... Uma noite feliz com você”

Alegria para o mundo
Seus braços mantiveram-me aquecida
Noite após noite, num mundo tão frio
Ouça os sinos tocarem
Velhas fotos fazem-me, porém, perceber
Que o passado está preenchendo minha cabeça
Você então disse, “Eu quero passar
Uma noite feliz com você
Com você... Uma noite feliz com você”

O rádio toca as minhas favoritas do Natal,
E isto me remete a quando nosso amor começou
Perdida em meus pensamentos, você surge e diz,
“Garota, aceita minha mão?
Veja que nada mudou
Agora e sempre, eu quero passar
Uma noite feliz com você
Com você... Uma noite feliz com você”

Tudo é calmo
Tudo brilha

* “Silent Night” é a versão original de nossa “Noite Feliz”, por isso não traduzi literalmente, como “Noite Silenciosa”.

CANDLE: COVENTRY CAROL (VELA: CÂNTICO DE COVENTRY)

Vela, Vela
As crianças estão seguras agora?
Diferente de como estavam há tempos atrás
Vela, Vela
As crianças estão seguras agora?
Cante a antiga canção deles

Vela, Vela
As crianças estão seguras agora?
Diferente de como estávamos há tempos atrás
Vela, Vela
Guie-nos e nos proteja
Daqueles vindos da escuridão...
Daqueles vindos da escuridão

Lully, lulla
Tu, pequena criança franzina
By, By, Lully, lullay
Tu, pequena criança franzina
By, By, Lully, lullay
Ó, irmãs, o que devemos fazer
Para que este dia seja preservado?
Esta pobre criança pela qual cantamos
By, By, Lully, lullay

Herodes, o Rei, em sua ira,
Carregou sua arma neste dia
Seus homens de confiança que, segundo sua visão,
Tinham de caçar todas as pequenas crianças

Esta aflição sou eu, por ti, pobre criança
Em luto constante, de dia
Por tua morte, que não haja fala ou canto
By, By, Lully, lullay

* Coventry é uma cidade que fica no centro da Inglaterra. Foi muito bombardeada durante a 2ª Grande Guerra.

HOLLY, IVY AND ROSE (AZEVINHO, HERA E A ROSA)

Veja! Como uma roseira em eterno florescer,
De seu ramo gentil surgiu a flor
Advinda da linhagem de Jessé,
Como cantado pelas Sibilas

Uma roseira consegue suportar
O gélido solstício de inverno
E, à meia-noite...

Ele espera que ela encontre
O coração que deixou para trás
Ele reza para ela achar seu caminho
Pois assim, um dia, poderá ser sua noiva

A Hera, de todas as plantas no bosque,
O Azevinho aquece a Rosa...
O Azevinho e a Hera!
Quando completamente maduros
De todas as plantas do bosque,
O Azevinho usa a coroa...
O Azevinho e a Hera!
O galope do cervo...
Pelo florescer de sua Rosa,
O Azevinho espera todos os anos

Ele espera que ela encontre
O coração que deixou para trás
Ele reza para ela achar seu caminho
Pois assim, um dia, poderá ser sua noiva

A Hera, de todas as plantas no bosque,
O Azevinho aquece a Rosa...
O Azevinho e a Hera!
Quando completamente maduros
De todas as plantas do bosque,
O Azevinho usa a coroa...
O Azevinho e a Hera!
O galope do cervo...
Pelo florescer de sua Rosa,
O Azevinho espera todos os anos
Pelo florescer de sua Rosa,
O Azevinho espera todos os anos
Espera todos os anos...

Veja! Como uma roseira em eterno florescer,
Do ramo gentil surgiu a flor
Sua discreta abertura tornou mais intenso
O perfume espalhado pelo ar congelado
Os raios iluminam a noite,
Expulsando a escuridão

Ó, flor sem igual!
Floresça em nossos corações o solstício
Traga-nos de volta a Primavera

HARPS OF GOLD (HARPAS DE OURO)

Eu lhe mostrarei como se faz
Você sorrirá de toda a dor
Cantando docemente, sobre a planície

Gloria, Gloria in excelsis Deo

Eles nos mostrarão como se faz
Lá fora, nas ruas
Não, eles de fato não tem muito
Mas pare para ouvi-los cantar

Gloria, Gloria in excelsis Deo
Gloria, Gloria
Tocando em suas harpas de ouro

E as montanhas em resposta
Ecoam, ecoam, ecoam
E as montanhas em resposta
Ecoam, ecoam, ecoam

Gloria, Gloria in excelsis Deo
Gloria, Gloria
Tocando em suas harpas de...
Tocando em suas harpas de ouro

Sobre a planície...

SNOW ANGEL (ANJA DE NEVE)

Quando o sino anunciou o solstício,
Esperei por um sinal
A sombra de uma asa,
Sempre foi assim
As crianças tem a certeza
De que ela virá lhes visitar...
Lhes visitar

Anja de neve, Anja de neve
Ela chegará e permanecerá
Por algum tempo, algum tempo

Na escuridão deste solstício,
A lua escapou da noite
A sombra de uma asa,
Sempre foi assim
As crianças tem a certeza
De que ela virá lhes visitar...
Lhes visitar

Anja de neve, Anja de neve
Ela chegará e permanecerá
Por algum tempo, algum tempo

As crianças tem a certeza
De que ela virá lhes visitar...
Lhes visitar

Anja de neve, Anja de neve
Ela chegará e permanecerá
Por algum tempo, algum tempo

JEANETTE, ISABELLA

Tragam suas tochas
Tragam suas tochas
Com cada uma das velas erguidas
Cada uma das chamas de lampiões
Luzes e mais luzes vindas de cada vila,
Saudando à casa os nossos amigos

Tragam suas tochas
Tragam suas tochas
Tragam suas tochas, Jeanette, Isabella
Tragam sua tocha para perto do berço
Tragam suas tochas, Jeanette, Isabella
Tragam sua tocha para perto do berço

Cristo é nascido, Ó, venham e vejam
Maria nos convida a adorá-lo
Silêncio! silêncio...
Mas que mãe adorável!
Silêncio! silêncio...
E que filho amável

Tragam suas tochas
Tragam suas tochas
Deseje que cada luz encontre seu caminho
É por isto que todas as mães rezam
Noite depois de noite, as luzes lhe guiarão,
Saudando à casa os nossos amigos

Tragam suas tochas
Tragam suas tochas
Tragam suas tochas, Jeanette, Isabella
Tragam sua tocha para perto do berço
Pedindo com gentileza para entrar,
E à sua manjedoura, irmos com cuidado
O brilho da tocha nos mostra o bebê
Límpido como a neve, de bochechas como rosas
“Silêncio, silêncio... Tenham calma”, doce e sorridente
“Silêncio, silêncio... Tenham calma”, logo adormecido
Adormecido...

Tragam suas tochas, Jeanette, Isabella

PINK AND GLITTER (ROSA E PURPURINA)

Rosas remendadas
É assim que você chama
Todas as garotas do mundo, até os espinhos
Você está circundada
Por um exército de duas pessoas
Que lhe adoram

Nossa alegria não tem a ver com presentes
Ou brinquedos motorizados de gente grande
E garotinhos sempre ganham de mim uma menção honrosa,
Mas neste ano estou pensando em...
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova rosa, se você quiser
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova...

Cetim preto era justo o que estava vestindo
Isso e nossos corações, deixados no chão
Como, nesta neve de marshmallow, eu iria saber
Que minha vida mudaria completamente, naquela noite?

Nossa alegria não tem a ver com presentes
Ou brinquedos motorizados de gente grande
E garotinhos sempre ganham de mim uma menção honrosa,
Mas neste ano estou pensando em...
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova rosa, se você quiser
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova...

De rosa, pintaremos a cidade
O champagne nunca pareceu tão divino
Nos lábios dele, as mais doces palavras
“Amor, você me deu um passeio e tanto”

Nossa alegria não tem a ver com presentes
Ou brinquedos motorizados de gente grande
E garotinhos sempre ganham de mim uma menção honrosa,
Mas neste ano estou pensando em...
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova rosa e purpurina
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova...
Fazer com que no mundo chova rosa

EMMANUEL

Ó, vem! Ó, vem, Emmanuel!
E redime da prisão Israel,
Que lamenta em seu exílio solitário
Até a volta do Filho de Deus

Alegra-te, Alegra-te!
Emmanuel virá em teu socorro, Israel

Há muito tempo, a Terra está adormecida
Aguardando pela mais escura das noites
Para que, com ela, venha também
A Pomba da Paz
Ascendendo nas asas,
Nas asas do sol
Ascendendo nas asas do sol

Ó, vem! Ó, vem, tu, Brilho Primaveril
Derrama sobre nossas almas tua luz de cura
Expulsa a melancolia rastejante das longas noites
E afasta as sombras da tumba

Alegra-te, Alegra-te!
Emmanuel virá em teu socorro, Israel

WINTER'S CAROL (CÂNTICO DO INVERNO)

Um cântico de inverno, a primeira canção do rouxinol
Um cântico de inverno ecoa pela terra
E eu posso ouvi-lo...

Ressoando, ressoando, do pinheiro ao carvalho
Trazendo-nos, com a neve de dezembro
Trazendo-nos uma antiga dádiva
Envolta em fitas de ouro
Para o mundo inteiro
Para o mundo inteiro

A Rainha do Verão esteve em escuridão
A Rainha do Verão esteve em escuridão
A Rainha do Verão rende-se, então
Para ele, são revelados seus segredos e seu vinho
E durante algum tempo,
Durante algum tempo eles estão unidos
Fogo e Gelo em matrimônio

Numa clareira durante o solstício,
O bosque saúda uma noite de neve
Ano após ano, o Rei do Azevinho
Passa a tocha como deve ser feito

Numa clareira durante o solstício,
Um último beijo e um novo começo
Pois, usando a guirlanda dele,
Sua Rainha do Verão logo ascenderá
Com o sol

Numa clareira durante o solstício,
O bosque saúda uma noite de neve
Com quatro varinhas de teixo, o Rei do Azevinho
Passa a tocha como deve ser feito...
Passa a tocha como deve ser feito

Um cântico de inverno, a primeira canção do rouxinol
O sol renasce do céu estrelado
Um cântico do inverno ecoa, som de portento
E eu posso ouvi-lo...

Ressoando, ressoando, do pinheiro ao carvalho
Trazendo-nos, com a neve de dezembro
Trazendo-nos uma antiga dádiva
Envolta em fitas de ouro para...
Envolta em fitas de ouro para...
Envolta em fitas de ouro
Para o mundo inteiro
Para o mundo inteiro
Para o mundo inteiro

Ressoando...
Um cântico de inverno
Ressoando...
Um cântico de inverno

OUR NEW YEAR (NOSSO ANO NOVO)

Taças levantadas, todos dizemos “Saúde!”
Podia ser este? Nosso ano novo...
Mesmo depois de tanto tempo,
Eu ainda não sei por que você se foi

Dia desses, tive certeza de que era você,
Acenando a uma certa distância
Mais perto... Quanto mais perto chegava,
O desapontamento me machucava
Eles tem apenas a mesma cor de seu cabelo

Você não está lá, você não está lá,
Você não está lá...

Em cada esquina que dobro,
Eu me convenci de que, um dia, esbarrarei em você
Coros de “Auld Lang Syne”*
Pode ser este o ano?
Seu e meu

Dia desses, tive certeza de que era você,
Acenando a uma certa distância
Mais perto... Quanto mais perto chegava,
O desapontamento me machucava
Eles tem apenas a mesma cor de seu cabelo

Você na está lá, você não está lá,
Você na está lá, você não está lá,
Você na está lá, você não está lá,
Você na está lá, você não está lá...

Taças levantadas, todos dizemos “Saúde!”
Podia ser este?
Sim, talvez pudesse
Podia ser este?
Nosso ano novo

* “Auld Lang Syne” é um poema escocês escrito por Robert Burns em 1788. Foi ajustado para uma tradicional melodia popular, bem conhecida em países ingleses e é muitas vezes cantado para comemorar o início do ano novo (fonte: Wikipedia.org)

COMFORT AND JOY (CONFORTO E JÚBILO)

O homem do bagel* disse, "T, o que deseja,
E onde está esse marido?"
Eu o interrompi, "Em Londres"
"E quando estará de volta?"
"Amanhã ele chega"
"Quando era moço, passei um natal
Em Londres, cercado de cantoria"

Não permita que nada, não, nada lhe desanime
Lembre-se que a luz volta a nascer todos os dias
Com boas novas, de conforto e júbilo... E júbilo
Novas de conforto e júbilo... E júbilo

"Com o mundo em guerra, uma Europa despedaçada
As famílias restantes disseram, 'Temos de encarar o novo mundo'
Enquanto esperávamos para subir no barco a New York,
Alguns corais natalinos vieram se despedir cantando"

Não permita que nada, não, nada lhe desanime
Lembre-se que a luz volta a nascer todos os dias
Com boas novas, de conforto e júbilo... E júbilo
Novas de conforto e júbilo... E júbilo
E júbilo

* "Bagel" é um tipo de pão em formato de rosca, muito comum nos EUA.

xxx

Pois é, acabaram as traduções e o ano também... E para todos, a partir de agora, um novo Pretty Good Year!

Hernando Neto