quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Resenha do novo livro de Tori Amos, "Resistance"

O perfil do Instagram @tessreadsbooks teve a oportunidade de ler, em primeira mão, o novo livro de Tori (que sai em maio deste ano!). Traduzi sua resenha de cinco estrelas, confira e fique ansioso pela leitura também.

Obrigado à autora pelo conteúdo ❤

“Resenha!

O vivaz, esperançoso e comovente RESISTANCE, de Tori Amos, é, ao mesmo, o livro que sempre esperei e também uma grata surpresa. Devo admitir que Amos é minha musicista predileta desde a oitava série, e sigo de perto sua carreira desde quando ouvi Jackie’s Strength no rádio, o que, lembro, me tocou tanto que sabia que minha vida jamais seria a mesma. Sou eternamente grata à editora Atria Books por me conceder uma cópia adiantada do livro que mais esperava para 2020. Assim que o recebi, abri e saboreei cada página (ainda que me tenha sido necessário apenas dois dias para devorá-lo).

O livro é delineado por letras de suas canções, perpassando uma carreira de 3 décadas produzindo álbuns. As canções escolhidas são pungentes, políticas e frequentemente emocionais. Ela apresenta seus pensamentos sobre a história política dos Estados Unidos, seus pesares, viagens pelo Sul, feminismo, 11 de setembro e a Guerra do Iraque, e o que significa ser uma artista em torno destas músicas atemporais. Seu estilo de escrita é tanto afiado quanto belo, assim como sua música. Amos é evidentemente uma observadora do mundo, e consegue com maestria misturar poções mágicas advindas do pessoal e do político para criar letras e melodias que sirvam como um referência à sua audiência. Você pode tomar as canções para si, mas também reconhece que as mesmas a ela pertencem, assim como a todos outros ouvintes que também as fizeram suas. É uma experiência compartilhada, profunda e comovente, o motivo pelo qual sua arte me guiou por toda a vida.

Um livro assim é necessário agora — Amos não ameniza nada, às vezes é até difícil de ler. Você vai querer gritar, chorar, e abraçar seus entes queridos. No entanto é crucial e oportuno, e aprecio o fato dela ter escolhido escrevê-lo neste momento. Seus fãs o amarão, sem dúvida, mas este livro é também para qualquer pessoa que procura pela arte como um santuário durante tempos de crise. Ela nos inspira a ser corajosos de muitas maneiras, conforta-nos com sua arte, suas palavras inspiram esperança. “Resistência” não é fútil; é crucial e o que nos salvará no fim das contas.

5 estrelas”




🌟Review!🌟 Tori Amos’ stirring, hopeful, and heart wrenching RESISTANCE is the book I both know I have always been waiting for, and a welcome surprise. I should state that Amos has been my favorite musician since the 8th grade, and I have closed followed her career since first hearing Jackie’s Strength on the radio and remember being so moved that I knew my life would never be the same. I am eternally grateful to Atria Books for giving me an advanced reader’s copy of my most anticipated book of 2020. As soon as I was sent it, I immediately opened it savored every page (though it ended up taking me only 2 days to devour!) • The book is framed by lyrics of her songs spanning her 3-decade career making albums. The songs she chose are poignant, political, and often emotional. She frames her thoughts about the history of this country’s politics, her grief, her travels through the south, feminism, 9/11 & the Iraq war, and what it means to be an artist around these timeless songs. Her writing is at once sharp and beautiful, much like her music. Amos is clearly an observer of the world, and can masterfully mix magical potions of both the personal and the political to create lyrics and music that serve as a blueprint for her audience. You can make the songs your own, but you also know they belong to her and all of the other listeners who have also made them their own. It is a shared experience that is profound and moving, and why her music has guided me throughout my life. • A book like this is needed now – Amos does not sugar coat anything, and the book is often hard to read. You’ll want scream, cry, and hug your loved ones. However, it is crucial and timely, and I appreciate that Amos chose to write this book when she did. Fans of hers will love it, no doubt, but this book is also for anyone who looks to art during times of crisis for sanctuary. She inspires us to be courageous in many ways, comforts us through her art, and her words inspire hope. Resistance is not futile; it is crucial and what will save us in the end. ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ 📸: @tchalifour • • • #bookstagram #booklover #newrelease #booksofinstagram #bookworm #resistance #memoir #readeveryday #toriamos
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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Dona Mary Ellen Copeland Amos, mãe de Tori, faleceu no dia 11/05/2019

Com bastante pesar recebemos a notícia de que a mãe de Tori, Dona Mary Ellen Copeland Amos, veio a falecer no sábado passado. Nossa pianista sempre enfatizou o amor que tinha por sua mãe, e de como foi por conta dela que se tornou uma letrista. Dona Mary Ellen introduziu-a a grandes clássicos da literatura, instigando a filha desde uma idade tenra a se apaixonar pela seara literária; consequentemente, deu ferramentas para que, além de compositora, Tori pudesse também explorar o reino das palavras em sua arte.

Dona Mary Ellen sofreu no início de 2017 um grave acidente vascular cerebral, como descreve seu obituário,  o que lhe provocou a perda de parte dos movimentos e da fala. Tais circunstâncias inspiraram o álbum Native Invader, lançado posteriormente no mesmo ano, em especial as canções Reindeer King e Mary's Eyes. Em 2004, ela também havia sofrido um profuso ataque cardíaco, e o temor de perder sua mãe acabou inspirando uma das canções pivotais de Amos, The Beekeeper.

Finalmente, é de Dona Mary Ellen que vem a herança Cherokee de Tori, laço de sangue que marcou profundamente nossa pianista, compelindo-a a criar uma de suas obras mais políticas, polidas e contundentes: Scarlet's Walk. Outras "garotas" de Tori relacionadas à Dona Mary Ellen são Twinkle, Jackie's Strength, Ribbons Undone e Dixie.

Abaixo, você pode assistir à entrevista completa concedida pelos pais de Tori, para o registro audiovisual Welcome to Sunny Florida.



E para mais uma vez honrar o espírito de Dona Mary Ellen, a belíssima Dixie.
Deixamos por fim nossas condolências à Tori e toda sua família, e nosso desejo de que esta senhorinha formidável descanse em Paz.




"Look away, look again. She's still holding my hand, holding my hand"

sábado, 11 de maio de 2019

Nancy Shanks, a Beenie, faleceu no dia 10/05/2019


Nancy Shanks, mais conhecida entre a fanbase como Beenie, faleceu ontem, dia 10/05/2019, por complicações da esclerose lateral amiotrófica. Uma das melhores amigas de Tori, Shanks foi a vocalista original da banda de hard rock Vixen e contribuiu com vocais de apoio nos discos Y Kant Tori Read e Little Earthquakes.

Duas sobreviventes, Beenie e Tori sempre foram pináculos emocionais uma da outra. Amos dedicou versos e músicas completas a ela durante toda sua carreira, e para celebrarmos o espírito dessa mulher forte e inspiradora criamos uma playlist no Spotify com tais canções. Rest In Power, Nancy Shanks!

Foto retirada de: songoftoriamos

SPOTIFY: In Honor of Nancy Shanks, a.k.a. Beenie


Ouça também a entrevista completa dela ao projeto Song of Tori Amos AQUI.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Tocando piano no caos: Tori Amos e as partituras do delírio

                                                                                                          Fonte: Yessaid

Por Anna Apolinário

Tori Amos é uma artista cruel, seu piano de cauda é afiado, um animal laminoso, retalha nossos sentidos em notas agudas, num misto de doçura e vigor. Ela acaricia, acalenta, seduz, depois tritura, faz pasta do ouvinte, esse pobre diabo que se torna refém de seu canto perigoso de sereia, fêmea voraz, sibila. Regida pelo signo de Leão, ela exibe sua verve com magnitude, virtuosa musicista, desliza velozmente as mãos pelas teclas do piano, ao mesmo tempo em que hipnotiza com seu timbre aveludado e agridoce, e a leveza lasciva de seus gestos, movimentos densos e precisos, olhos, lábios e a juba, exuberantes, um corpo-sol pairando majestoso no palco vasto, desnudando-se em canções de visceral beleza, repletas de uma poesia devastadora.
Em 2018, a artista chega aos 55 anos de idade, e continua compondo e lançando novos trabalhos, tendo dedicado praticamente a vida inteira à música, como pianista, cantora, compositora e produtora de seus discos. Minha paixão pela obra de Amos é antiga, vem desde a adolescência, através da antiga MTV, quando assisti ao videoclipe de Cornflake Girl, retirado de seu show no MTV Unplugged, a imagem daquela mulher de cabelos vermelhos ao piano, flamejante e inquieta, magnetizando a todos na plateia com sua música cheia de vivacidade, charme e exotismo logo me capturou e atiçou minha curiosidade. Daí seguiu-se uma intensa busca por seu trabalho e um delicioso mergulho em cada disco. Assim ela se fez presente em vários momentos da minha vida, tornou-se meu amuleto sônico, muitos dos meus poemas foram escritos embalados por suas canções, eu a fiz persona de alguns deles, ela passeia, musa arredia e ígnea, pelos meus livros.
Amos é audaz, toca fundo em questões e temas como religião, misticismo, ocultismo, morte, corpo, sexualidade, estupro, aborto, misoginia, opressão, feminicídio, amor, o sagrado feminino é explorado, elevado à máxima potência poética. Tori Amos celebra a mulher, em toda sua plenitude e força, a bruxa, a mãe, a curandeira, a deusa, evoca as forças ancestrais femininas, o poder do erotismo, a transgressão, ela consegue ser lírica, delicada e ao mesmo tempo mordaz e incisiva, assim ela nos rende, subverte a lógica da linguagem e fascina, faz troça do nosso espanto, dança e delira pelas linhas e notas lúdicas de seus poemas-partituras.
Desde seu debut, em 1992, com Little Earthquakes, vemos que trata-se de uma artista singular e ousada, que soube usar com maestria seus talentos, sua sensibilidade e percepção acerca do mundo e das pessoas, suas próprias vivências e abismos, para construir uma obra bela e significativa, desfrutem-na!


Minibio da autora: Anna Apolinário, nascida em 28 de julho de 1986 em João Pessoa, Paraíba. Poeta, autora dos livros Solfejo de Eros (CBJE, 2010), Mistrais (Prêmio Literário Augusto dos Anjos - Edições Funesc, 2014), e Zarabatana (Editora Patuá, 2016). É organizadora do Sarau Selváticas de autoria feminina.

domingo, 1 de julho de 2018

Detalhes do "The Light Princess in concert"


Aconteceu hoje o The Light Princess in concert, apresentação especial com canções do musical de Tori Amos, no Cadogan Hall em Londres. Segundo informações do público presente as canções foram adaptadas de forma a reforçar a narrativa de ação, e a gravidez de Althea foi cortada dos temas. Houve um meet and greet com Tori quando a pianista chegou ao teatro, e lá foram compartilhadas algumas informações sobre seus próximos passos (Thanks, Tanya Rigotti, for the great info!):

- Ela quebrou um dos tornozelos na Irlanda, "dançando com duendes sob o luar";
- Não haverá um lançamento comemorativo do "From The Choirgirl Hotel", como se esperava para os 20 anos do álbum;
- Ela deverá fazer aparições na rede de livrarias Barnes & Noble no ano que vem;
- A próxima tour será em 2020.

Abaixo algumas imagens públicas compartilhadas pela página Collectingbees.com (Thanks!).

Up close and personal ❤️#toriamos #thelightprincessinconcert

Uma publicação compartilhada por Steven Falvey (@stevenf1973) em





Vídeo de "Coronation", canção que fecha o musical.