segunda-feira, 13 de maio de 2019

Dona Mary Ellen Copeland Amos, mãe de Tori, faleceu no dia 11/05/2019

Com bastante pesar recebemos a notícia de que a mãe de Tori, Dona Mary Ellen Copeland Amos, veio a falecer no sábado passado. Nossa pianista sempre enfatizou o amor que tinha por sua mãe, e de como foi por conta dela que se tornou uma letrista. Dona Mary Ellen introduziu-a a grandes clássicos da literatura, instigando a filha desde uma idade tenra a se apaixonar pela seara literária; consequentemente, deu ferramentas para que, além de compositora, Tori pudesse também explorar o reino das palavras em sua arte.

Dona Mary Ellen sofreu no início de 2017 um grave acidente vascular cerebral, como descreve seu obituário,  o que lhe provocou a perda de parte dos movimentos e da fala. Tais circunstâncias inspiraram o álbum Native Invader, lançado posteriormente no mesmo ano, em especial as canções Reindeer King e Mary's Eyes. Em 2004, ela também havia sofrido um profuso ataque cardíaco, e o temor de perder sua mãe acabou inspirando uma das canções pivotais de Amos, The Beekeeper.

Finalmente, é de Dona Mary Ellen que vem a herança Cherokee de Tori, laço de sangue que marcou profundamente nossa pianista, compelindo-a a criar uma de suas obras mais políticas, polidas e contundentes: Scarlet's Walk. Outras "garotas" de Tori relacionadas à Dona Mary Ellen são Twinkle, Jackie's Strength, Ribbons Undone e Dixie.

Abaixo, você pode assistir à entrevista completa concedida pelos pais de Tori, para o registro audiovisual Welcome to Sunny Florida.



E para mais uma vez honrar o espírito de Dona Mary Ellen, a belíssima Dixie.
Deixamos por fim nossas condolências à Tori e toda sua família, e nosso desejo de que esta senhorinha formidável descanse em Paz.




"Look away, look again. She's still holding my hand, holding my hand"

sábado, 11 de maio de 2019

Nancy Shanks, a Beenie, faleceu no dia 10/05/2019


Nancy Shanks, mais conhecida entre a fanbase como Beenie, faleceu ontem, dia 10/05/2019, por complicações da esclerose lateral amiotrófica. Uma das melhores amigas de Tori, Shanks foi a vocalista original da banda de hard rock Vixen e contribuiu com vocais de apoio nos discos Y Kant Tori Read e Little Earthquakes.

Duas sobreviventes, Beenie e Tori sempre foram pináculos emocionais uma da outra. Amos dedicou versos e músicas completas a ela durante toda sua carreira, e para celebrarmos o espírito dessa mulher forte e inspiradora criamos uma playlist no Spotify com tais canções. Rest In Power, Nancy Shanks!

Foto retirada de: songoftoriamos

SPOTIFY: In Honor of Nancy Shanks, a.k.a. Beenie


Ouça também a entrevista completa dela ao projeto Song of Tori Amos AQUI.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Tocando piano no caos: Tori Amos e as partituras do delírio

                                                                                                          Fonte: Yessaid

Por Anna Apolinário

Tori Amos é uma artista cruel, seu piano de cauda é afiado, um animal laminoso, retalha nossos sentidos em notas agudas, num misto de doçura e vigor. Ela acaricia, acalenta, seduz, depois tritura, faz pasta do ouvinte, esse pobre diabo que se torna refém de seu canto perigoso de sereia, fêmea voraz, sibila. Regida pelo signo de Leão, ela exibe sua verve com magnitude, virtuosa musicista, desliza velozmente as mãos pelas teclas do piano, ao mesmo tempo em que hipnotiza com seu timbre aveludado e agridoce, e a leveza lasciva de seus gestos, movimentos densos e precisos, olhos, lábios e a juba, exuberantes, um corpo-sol pairando majestoso no palco vasto, desnudando-se em canções de visceral beleza, repletas de uma poesia devastadora.
Em 2018, a artista chega aos 55 anos de idade, e continua compondo e lançando novos trabalhos, tendo dedicado praticamente a vida inteira à música, como pianista, cantora, compositora e produtora de seus discos. Minha paixão pela obra de Amos é antiga, vem desde a adolescência, através da antiga MTV, quando assisti ao videoclipe de Cornflake Girl, retirado de seu show no MTV Unplugged, a imagem daquela mulher de cabelos vermelhos ao piano, flamejante e inquieta, magnetizando a todos na plateia com sua música cheia de vivacidade, charme e exotismo logo me capturou e atiçou minha curiosidade. Daí seguiu-se uma intensa busca por seu trabalho e um delicioso mergulho em cada disco. Assim ela se fez presente em vários momentos da minha vida, tornou-se meu amuleto sônico, muitos dos meus poemas foram escritos embalados por suas canções, eu a fiz persona de alguns deles, ela passeia, musa arredia e ígnea, pelos meus livros.
Amos é audaz, toca fundo em questões e temas como religião, misticismo, ocultismo, morte, corpo, sexualidade, estupro, aborto, misoginia, opressão, feminicídio, amor, o sagrado feminino é explorado, elevado à máxima potência poética. Tori Amos celebra a mulher, em toda sua plenitude e força, a bruxa, a mãe, a curandeira, a deusa, evoca as forças ancestrais femininas, o poder do erotismo, a transgressão, ela consegue ser lírica, delicada e ao mesmo tempo mordaz e incisiva, assim ela nos rende, subverte a lógica da linguagem e fascina, faz troça do nosso espanto, dança e delira pelas linhas e notas lúdicas de seus poemas-partituras.
Desde seu debut, em 1992, com Little Earthquakes, vemos que trata-se de uma artista singular e ousada, que soube usar com maestria seus talentos, sua sensibilidade e percepção acerca do mundo e das pessoas, suas próprias vivências e abismos, para construir uma obra bela e significativa, desfrutem-na!


Minibio da autora: Anna Apolinário, nascida em 28 de julho de 1986 em João Pessoa, Paraíba. Poeta, autora dos livros Solfejo de Eros (CBJE, 2010), Mistrais (Prêmio Literário Augusto dos Anjos - Edições Funesc, 2014), e Zarabatana (Editora Patuá, 2016). É organizadora do Sarau Selváticas de autoria feminina.

domingo, 1 de julho de 2018

Detalhes do "The Light Princess in concert"


Aconteceu hoje o The Light Princess in concert, apresentação especial com canções do musical de Tori Amos, no Cadogan Hall em Londres. Segundo informações do público presente as canções foram adaptadas de forma a reforçar a narrativa de ação, e a gravidez de Althea foi cortada dos temas. Houve um meet and greet com Tori quando a pianista chegou ao teatro, e lá foram compartilhadas algumas informações sobre seus próximos passos (Thanks, Tanya Rigotti, for the great info!):

- Ela quebrou um dos tornozelos na Irlanda, "dançando com duendes sob o luar";
- Não haverá um lançamento comemorativo do "From The Choirgirl Hotel", como se esperava para os 20 anos do álbum;
- Ela deverá fazer aparições na rede de livrarias Barnes & Noble no ano que vem;
- A próxima tour será em 2020.

Abaixo algumas imagens públicas compartilhadas pela página Collectingbees.com (Thanks!).

Up close and personal ❤️#toriamos #thelightprincessinconcert

Uma publicação compartilhada por Steven Falvey (@stevenf1973) em





Vídeo de "Coronation", canção que fecha o musical.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Native Invader Tour: Los Angeles, Califórnia (Show II e III) [02 & 03/12/17]

SETLISTS (via Undented, thanks!)

02/12/17

01. Cruel
02. Space Dog
03. Suede
04. Mother
05. Spark
06. Ribbons Undone
07. Spring Haze
08. Tiny Dancer [Elton John cover]
09. River [Joni Mitchell cover]
10. Reindeer King
11. Here. In My Head
12. Taxi Ride
13. Take To The Sky

Encore:
14. a sorta fairytale
15. Precious Things

03/12/17

01. iieee
02. Bliss
03. Sister Janet
04. Pandora’s Aquarium
05. Juarez
06. Alamo / Smooth Operator [Sade cover]
07. Pretty Good Year
08. Russia
09. Real Men [Joe Jackson cover]
10. Leaving On A Jet Plane [Peter, Paul, & Mary cover] / Merman / Operation Peter Pan
11. Reindeer King
12. Ruby Through The Looking-Glass
13. Dixie
14. Winter

Encore:
15. Mr. Zebra
16. Leather
17. Cruel
18. Raspberry Swirl

VÍDEOS (do show de primeiro de dezembro)