sexta-feira, 11 de agosto de 2017

[Tradução] Letra oficial de Up The Creek

Olá, toriphiles!
Desde quarta à noite a canção Up The Creek circula entre os fãs, e hoje (11/08) finalmente foi lançada em todas as plataformas digitais. Traduzi-la deu um pouco de trabalho por ser uma canção com expressões idiomáticas; fiz o possível para adaptá-la à nossa realidade, no entanto vale a pena ler as notas inclusas. Além de explicar alguns versos, há nelas referências históricas que ambientam ainda melhor a temática. Finalmente, para ouvi-la no Spotify, clique AQUI. Ao fim da publicação está incluído o link do Youtube.

Up The Creek (Corredeira Acima*)
[Leia a original AQUI]

Se o vento estiver a nosso favor**
Se o vento estiver a nosso favor
Temos chance de sobreviver
Caso a Milícia da Mente
Arme-se contra os daltônicos do climaª

Irmã do Deserto
(Venho invadir)
Irmã do Deserto
(Para lhe evadir)

Entendimento incutido nos ossos de Gaia
Entendimento incutido nos ossos de Gaia
Cânion de granito, redes de rocha
Sua alma imaculada
Não será possuída ou apropriada

Acabada
Quando a esperança estiver quase acabada
Você sabe, é hora de nos mantermos
Firmes —
Cada garota em cada banda
Cada caubói cósmico desta nação
À Terra, você demonstrará compaixão?

Se o vento estiver a nosso favor
Temos chance de sobreviver
Caso a Milícia da Mente
Arme-se contra os daltônicos do clima

Irmã do Deserto
(Venho invadir)
Irmã do Deserto
(Para lhe evadir)

Se o vento estiver a nosso favor

* A expressão "Up The Creek (Without a Paddle)" é usada para indicar que se está numa posição difícil. Para incorporar o elemento natural, já que a palavra "Creek" significa "Afluente", decidiu-se por traduzir como postado. Outro ponto interessante é que Creek denomina uma nação de indígenas norteamericanos, da qual falamos na nota seguinte.
** "Good Lord willin' and the Creek Don't Rise" é um ditado cotidiano que foi aqui traduzido em seu sentido comum. A expressão no entanto tem origem histórica: o agente norteamericano ligado aos povos indígenas do sudeste, Benjamin Hawkins, recebeu uma carta do então presidente Thomas Jefferson, solicitando que voltasse imediatamente a Washington DC para discutir a situação daqueles povos. Episódios violentos haviam ocorrido entre os posseiros brancos (Crackers) e os Creek, que ocupavam a área. O governo federal pressionava a Confederação Creek a ceder parte de suas terras, para evitar novos conflitos com os posseiros que tentavam invadi-las. Hawkins o respondeu dizendo: "Good Lord willing and the Creek don't rise (se for a vontade de Deus e os Creek não insurgirem)", querendo dizer que voltaria a Washington caso os Creek deixassem (fonte: People Of One Fire ~ Indicado por Karl Lund, do grupo Tori Amos & Fans). Um fato curioso é que recentemente nos EUA a tribo Standing Rock Sioux passou por situação parecida, uma vez que o governo queria construir um oleoduto nas terras deste povo.
ª Decidimos traduzir "Climate Blind" como "Daltônicos do Clima", e não "Cegos do Clima", pois desconfiamos que Tori fez um trocadilho com o termo "Colorblind", usado para designar daltônicos em inglês.


domingo, 30 de julho de 2017

[Tradução] Letra oficial de Cloud Riders + trechos de outras canções

Olá, toriphiles!

Ontem o Toriphoria / Yessaid divulgou a letra completa de Cloud Riders, além de pequenos trechos de outras músicas do Native Invader. Pelo pouco que sabemos, o disco tratará bastante da divisão do indivíduo e suas implicações na sociedade. Confira a seguir a tradução completa do primeiro single, bem como dos versos já divulgados.

Cloud Riders (Cavaleiros das Nuvens)
[Leia a original AQUI]

De pé na beira do precipício
Nunca pensei que seria assim
Uma calmaria mortal antes da tempestade
Nenhum som de seus motores
(Do outro lado)
Vi uma estrela cadente às 4:22 da manhã

Um disparo em aviso dos demônios do ritmo
Ou dos pregadores de guitarra
Fui tocada por ambos,
E pelo Espírito Santo
(Do outro lado)
Vi uma estrela cadente às 4:22 da manhã

Debaixo de todas essas estrelas,
Eu disse, “Não, pare!
Não vou desistir de nós”
E não estou indo a lugar algum
Annie*, pegue seu baixo elétrico
Ajude-me a invocar a Lua de Outubro
Você então brada, “Corra por abrigo!”
Eu grito, “Acelere a Triumph**!”
Você diz, “baby, já é tarde demais
Dos Cavaleiros das Nuvens não há escapatória”
Querido, para que esse cobertor?
Saindo desta tempestade —
Nós iremos sair desta tempestade

Entalhei um sigilo invertidoª
Às nove portas para descobrir
Os segredos das Árvores
Certa vez já as ouvi cantando
(Do outro lado)
No passado, os Deuses do Trovão
Costumavam lançar ao vento nossa sorte
Mas então perdi contato
Perto de quando a carruagem dela
(Do outro lado)
Uma carruagem levada por gatos
Ronronando, “nós retornaremos”
Do outro lado
“Garota, já é tempo de pegar sua vida de volta”

* "Annie" deve ser a poeta norteamericana Annie Finch, escritora de um poema chamado October Moon (veja verso seguinte).
** "Triumph" é uma marca de motocicletas.
ª "Stave against the grain", traduzido como "sigilo invertido", trata-se de uma referência à magia medieval europeia. Pode referir-se também à cosmologia nórdica, o que vem a calhar com outras imagens da canção: a carruagem levada por gatos é uma alusão a Freyja, e as nove portas podem representar os nove mundos da Yggdrasil, grande árvore que os conecta. Obrigado, Netto Sousa, pelas informações.

Versos traduzidos de outras canções
[Leia os originais AQUI]

Reindeer King — “Sua mente foi separada de sua alma”
Wings — “Garotos crescidos precisam chorar”
Broken Arrow — “Melodias (songlines) ancestrais cantam para despertar a Dama Liberdade”
Breakaway — “O intuito deles: dividir até não haver lados para tomar”
Wildwood — “Ela disse, ‘a única maneira de mudar nossa sina é fazendo chover’”
Chocolate Song — “Chocolate delicioso e acetinado”
Climb — “O templo da alma terá de curar a carne”
Bats — “Os Entes Queridos estão aqui comigo”
Benjamin — “Esses cafetões em Washington estão vendendo o estupro da América”
Mary’s Eyes — “Hinos presos na memória dela”

sábado, 29 de julho de 2017

[Tradução] Press Release de Native Invader

Sempre que vai lançar um novo disco, Tori emite por meio de sua gravadora um comunicado de imprensa em que elucida algumas das inspirações e temáticas do trabalho. A Decca Records publicou no dia 27 de julho o comunicado do Native Invader (que consta parcialmente num e-mail enviado pela Newsletter de Tori), e você pode lê-lo completo e traduzido aqui. Para ler o original em inglês, clique AQUI.


Decca Records Press Release
(27 de julho, 2017)


Uma das artistas mais bem sucedidas, prolíficas e influentes de sua geração, Tori Amos debutou “Cloud Riders”, a primeira faixa de seu novo e esperado álbum Native Invader — a ser lançado pela Decca Records em 08 de setembro.

Tori revela a inspiração por trás de “Cloud Riders”


“Antes da Tempestade, às 4:22h da manhã,
Eu vi uma estrela cadente”

Amos diz, “Algumas Tempestades são eletrizantes, mas outras são mortais. Mudam vidas. Umas cessam sozinhas, outras não. Conflitos podem funcionar assim. Você não sabe como acabará quando está passando por isso, e se há algo que aprendi é que quando os Cavaleiros das Nuvens estão chegando, não dá para ultrapassá-los”.

Native Invader, 15º álbum de Amos, é um intenso banquete de melodia, protesto, ternura e dor. No verão de 2016, ela realizou uma road trip pelas Smoky Mountains, da Carolina do Norte. A intenção foi se reconectar com histórias e trilhas de canção (songlines) de sua família materna, original desse estado e da Smoky Mountain area no Tennessee. Naquele inverno, dois eventos sísmicos tiraram a terra do eixo: o resultado das eleições norteamericanas; e, em janeiro, Mary Ellen Amos, sua mãe, sofreu um severo AVC deixando-a incapaz de falar.

A complexa influência dos Super PACs da direita alternativa dos EUA, lobistas e Think Tanks alimenta muita da tensão em Native Invader. “Não ia ser um disco de dor, sangue e ossos quando o comecei”, disse. “Não ia ser um disco de divisão. Mas as 9 Musas insistiram que ouvisse e observasse os conflitos que estavam traumatizando a nação e escrevesse canções sobre essas emoções tão cruas. Espero que as pessoas encontrem força e resiliência nas músicas, a fim de conseguir a energia para sobreviver às tempestades pelas quais estamos passando”. Um senso de distorção semântica permeia Native Invader. Amos discute a necessidade de formar uma “milícia da mente” em face às mentiras nacionais. Mensagens ocultas e protestos subliminares prestam-se com perfeição à natureza brincalhona de Amos. Por todos seus temas densos, este álbum é bastante convidativo, repleto de calor humano e enigmas.

Mais de duas décadas após o lançamento de seu debut de estúdio, Little Earthquakes — recentemente aclamado pela NPR como o 27º dentre os 150 melhores discos já feitos por mulheres — o trabalho de Tori continua poderoso. Sua extensa turnê mundial começa em 06 de setembro na Irlanda e inclui apresentações no Royal Albert Hall em 04 de outubro, Palace Theatre de Manchester no dia 05 e O2 Academy de Glasgow no dia 06.

Seguindo Unrepentant Geraldines (2014) — seu oitavo disco a entrar no Top 10 da Billboard 200 — Native Invader é seu 15º álbum de estúdio e será disponibilizado em vários formatos físicos e digitais, bem como em vinil algum tempo depois. A embalagem do CD físico estará disponível em versões simples e deluxe, sendo a última num formato capa dura e com duas faixas bônus.

Pioneira em múltiplas plataformas, Tori foi a primeira grande artista de gravadora a oferecer um single para download. Indicada a diversos Grammy Awards, ela teve suas canções transformadas em romances gráficos e produziu vídeos inovadores durante toda sua carreira. No fim de 2016 lançou “Flicker”, canção-tema do aclamado documentário da Netflix Audrie and Daisy, o qual discute estupro, assédio sexual e moral em ambientes escolares. Notável humanitária, Tori é co-fundadora do RAINN, a maior organização anti-abuso sexual dos Estados Unidos.

FONTE: Toriphoria / yessaid.com (Thank you!)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Links oficiais para ouvir Cloud Riders e encomendar Native Invader

Cloud Riders - Youtube



Cloud Riders - Spotify (LINK)

Native Invader (Deluxe) - Amazon.com

Native Invader (Deluxe) - iTunes

Native Invader (Simples) - iTunes

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Native Invader: datas de lançamento para os possíveis singles!

Uma fã britânica descobriu no site alemão Klassik Akzente datas para três canções do Native Invader, anteriores ao lançamento do álbum. É indicativo de que uma delas será o primeiro single e as outras deverão ser promocionais.

- Cloud Riders: 28/07/2017;
- Up The Creek: 11/08/2017;
- Reindeer King: 25/08/2017.

Créditos: Grupo do facebook Tori Amos & Fans (Thank you!)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Capa do Native Invader, com lançamento para dia 08 de setembro!

Live de Tori no facebook (10/07/2017)

Como comentamos no facebook, Tori realizou uma transmissão ao vivo hoje em seu perfil oficial. Durante os 4 minutos em que esteve online, anunciou a turnê norteamericana, uma parceria com a TicketMaster na venda dos ingressos, e alguns pequenos detalhes sobre o CD, listados a seguir:

- O disco foi concluído no sábado passado (08/07);
- Tori agradeceu pelos presentes enviados a seu cachorro, Pete, e aproveitou para dizer que ele participa do disco;
- Tash fará novo dueto com a mãe em uma das faixas, a qual discorre sobre Ciências Climáticas;
- No novo álbum teremos Wurlitzer e Rhodes de volta, além do piano elétrico CP80, que segundo Tori foi usado pela última vez na gravação de Precious Things;
- Tori revelou que Mary (acreditamos ser a mãe dela) teve um AVC severo há alguns meses, e em sua homenagem há uma canção chamada Mary's Eyes.

Abaixo, o live completo.



Sobre a prevenda da TicketMaster, os fãs devem se registrar no site Verified Fan e esperar até dia 11 para saber se foram sorteados. Sendo o caso, receberão um código de acesso que permitirá a compra de ingressos no dia 12/07. A venda geral será liberada no dia 14/07. Mais detalhes no site oficial de Tori.

domingo, 23 de abril de 2017

Novidades sobre Native Invader, novo disco de Tori Amos!

Olá, toriphiles!

Primeira publicação do Blog esse ano, e mais excitante impossível! Depois de uma sequência de fotos enigmáticas, ontem à tarde Amos finalmente divulgou o nome de seus novos disco e turnê: Native Invader. Um site dinamarquês acabou publicando detalhes e uma foto promocional inédita (que ilustra nossa postagem), indicando inclusive datas de lançamento, de início da excursão e de sua passagem em Copenhagen. A seguir trechos traduzidos sobre o álbum da matéria, a qual foi encontrada no grupo The Afterglow (thank you!).


A reconhecida cantora e compositora Tori Amos revela seu esperado álbum Native Invader, a ser lançado em 8 de setembro pela Decca Records. Será seguido por uma turnê mundial que trará Tori à Dinamarca em 23 de setembro.

Sobre o disco novo, Tori conta:

"As canções de 'Native Invader' são levadas pelas Musas a descobrir formas diversas de encarar desafios imprevistos e, em alguns casos, conflitos perigosos. O álbum observa a Natureza e como, por meio da resiliência, ela cura a si mesma. As canções também enfrentam a questão: qual a nossa contribuição para a destruição em nossa terra, dentro de nós mesmos e nas relações interpessoais que estabelecemos?

Na vida podemos sofre o choque de incêndios inesperados, enchentes, terremotos ou qualquer outra devastação cataclísmica – tanto dentro como fora de nossas mentes. Sônico e visualmente, quis observar como a Natureza cria por meio de forças opostas, tornando-se a forma regeneradora definitiva com seus ciclos de morte e renascimento. O tempo passa e ela mantém a habilidade de se renovar: podemos descobrir essa renovação em nós mesmos?”

Native Invader é o 15º disco de Tori, em sequência a Unrepentant Geraldines (2014), seu oitavo álbum a adentrar no Top 10 da Billboard. Será seu primeiro lançamento pela Decca Records, parceira da companhia anterior de Tori, Mercury Classics.

(...)

A turnê europeia terá início em 6 de setembro na Irlanda e continuará pela Europa, chegando à Dinamarca no dia 23 do mesmo mês.