Finalmente estamos concluindo a série Flavors, com um segundo texto sobre o álbum mais emblemático de Tori Amos, Little Earthquakes. Mas antes de introduzí-lo, gostaria de falar um pouco sobre a série em si e os toriphiles que fizeram parte dela.
Quando tive a ideia de organizar alguns textos retratando as emoções que cada disco de Amos transmite (após quebrar um pé e ficar ilhado em casa), não imaginava que conseguiria colaboradores com tanta facilidade e compromisso em fazer disso algo tão bom! Cada palavra escrita pelos fãs que aqui contribuíram é imbuída de sentimentos sinceros, devaneios geniais e até de fatos íntimos, que foram gentilmente abertos com o objetivo de homenagear a bela obra de nossa pianista. Por isso, a todos os que participaram da Flavors: muito obrigado por fazerem de um pequeno sonho meu algo tão especial. E por me salvarem do ócio também hehehehehe
Voltando à programação normal, rs, vamos ao texto de Amanda Guimarães (facebook) sobre o primeiro disco solo de Tori. Com palavras certeiras e trazendo à tona algumas das muitas metáforas matadoras que perfazem este álbum, Amanda tece um relato baseado especialmente em sua admiração à bravura de Amos em expor, nas palavras dela, "dores tão particulares". O mais interessante nisso tudo é perceber como coisas tão íntimas geraram uma identificação coletiva tão grande, o que nos mostra o quanto este álbum é, ao mesmo tempo, único e universal; sem espaço para que isso soe paradoxal. Com vocês, a catarse dos pequenos terremotos.
Little Earthquakes
A música, para mim, sempre esteve atrelada às coisas que aconteciam enquanto eu conheci determinado artista ou canção. Algumas vezes, bandas ou faixas isoladas ficam tão impregnadas de uma memória ruim que eu sequer consigo revisitá-las. Por mais que agradem aos meus ouvidos. Quando eu paro para pensar sobre isso, eu fico muito grata ao universo por ter me permitido conhecer Tori Amos pelas mãos de uma das minhas pessoas preferidas no mundo.
Eu e Tori fomos apresentadas num dia qualquer do ano de 2003. Num dia, provavelmente, tão sem graça quanto todos os outros que eu vivi na adolescência. Mas um dia que seria decisivo para que eu mudasse completamente a minha maneira de pensar. Essa mudança, porém, não aconteceu de forma brusca, mas antes veio do contato com esse álbum nos nove anos seguintes. Porque todas as vezes que escuto, eu me assusto com a coragem de Tori. Coragem de aparecer completamente desnuda na frente de uma multidão. De expor, sem maiores enfeites, dores tão particulares. E, especialmente, porque eu nunca havia conhecido alguém capaz de se colocar numa posição tão vulnerável e ainda assim parecer forte.
Deixando de lado todos os escudos, gosto tanto desse disco porque ele me explica. Me explica pelos rompantes de raiva. Por transformar um piano, algo tão clássico e contido, em rebeldia. Me explica porque demonstra que a gente adquire cicatrizes de tocar nos outros e que se essas feridas não se fecham do jeito certo, podem transformar em osso o espaço onde deveria se formar pele. E, principalmente, esse disco me faz achar que existe um lugar no mundo para esse tipo estranho de sensibilidade que eu tenho. Sensibilidade essa que me permite enxergar um álbum onde temas como as diversas faces da solidão são tratados, de um modo tão incisivo, como algo que, na verdade, quer ser uma celebração.
Little Earthquakes, na mesma medida, cura e faz sangrar.
É ambiguidade sensorial em forma musical.
Para cada explosão da guitarra, existe um solo de piano bem trabalhado. Para cada "tapa na cara", existe uma metáfora poética e bem construída. A cada sentimento negativo está atrelada uma imagem que denota recomeço ou possibilidades. É como se enquanto procura por um salvador debaixo de lençóis sujos ou tenta vocalizar aquilo que esteve preso em seu peito por muitos anos, Tori Amos quisesse nos mostrar o caminho feito por ela para que suas feridas cicatrizassem de um modo que ela não endurecesse. Tori soube deixar que elas se transformassem em pele e soube fazer com que a pele não se tornasse mais espessa do que o necessário para suportar golpes futuros.
E o que ela parece querer demonstrar é que deixar sangrar é necessário. É necessário para que a cura ocorra do modo como deve ocorrer.
Enquanto você não disser para todos aqueles garotos bonitos que eles não são Jesus Cristo só porque eles conseguiram te proporcionar um orgasmo, enquanto você não tiver visitado Barbados, enquanto você não cuspir em todas as pessoas que te apontam o dedo, você, simplesmente, não pode desistir. É preciso continuar lutando por todas essas coisas que, se comparadas com o que aconteceu de negativo, quase desaparecem. Assim, você estará quebrando o controle que todas as coisas ditas preciosas têm sobre você. Mas, acima de tudo, estará começando a encontrar uma maneira de desobstruir o movimento realizado pela dor enquanto tenta invadir seu corpo.
Acredito que aqui a escolha é entre ver uma luz no fim do túnel, mesmo em meio a tanta névoa, ou se entregar a completa descrença. E escolher a luz, por mais paradoxal que soe, é o menos óbvio. E o mais doloroso. É dizer que você ainda tem fé mesmo depois que te provaram que não se deve. É confiar quando você sabe que não se pode.
Tori indica um caminho possível para isso com esse disco. O caminho que funcionou para ela. E para mim. E tenho certeza que para tantas outras pessoas.
Little Earthaquakes foi a forma que Tori Amos encontrou para que as garotas perfeitas tirassem as garras do seu coração. Uma maneira de libertá-lo das velhas correntes. A sua maneira poética, sensível e explosiva de se rebelar contra tudo aquilo que oprime, seja no âmbito individual ou universal. E, portanto, Earthquakes passa longe de ser um disco triste. É uma celebração. Coisas ruins acontecem sim com pessoas boas, mas há nelas algo de transformador. Há algo de motivador de mudanças significativas. Há algo de reconhecível por todos os seres humanos. Há algo de catártico. E libertador.
“Give me life
Give me pain
Give myself again”.
(Segunda ou terceira versão. Escrito por Amanda Guimarães ao som de Precious Things em loop).
Amanda Guimarães é estudante de letras porque não manifestou nenhum talento musical ao longo da vida. Caso contrário exerceria qualquer função dentro de uma banda com muito prazer. Estuda literatura brasileira porque, num determinado ponto, pareceu uma idéia acertada, mas gosta mesmo é de literatura americana. Tem 24 anos (de insatisfação crônica), é muito mais canceriana do que gosta de admitir e finge que é uma pedra de gelo, mas chora com histórias de ONGs que cuidam de gatos de rua. Resumindo: Amanda Guimarães é uma fraude.
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Flavors: Little Earthquakes (I)
Como vocês sabem, começamos nossa série Flavors com um texto lindo sobre o Scarlet's Walk, e agora damos continuidade com um relato apaixonado sobre o Little Earthquakes, por Tonny Aranha (facebook). Nele, lemos sobre a surpresa de descobrir Tori Amos; uma surpresa que não acontece com todos que a ouvem pela primeira vez, mas que certamente aconteceu para quem teve depois vontade de conhecê-la mais e mais! Boa leitura ^^
Oh, these little earthquakes...
Minha primeira experiência com Little Earthquakes – que sem demasia alguma considero o melhor álbum feminino já feito – é muito mais que somente musical; ele fez (e ainda faz) parte de uma incrível época da minha vida, que se define em eras desde que o conheci: as pré e pós-Tori Amos e seus “pequenos terremotos” (que de pequenos não tem nada), e também foi responsável por me fazer gostar da moça dos cabelos cor de fogo com atitude explosiva ao piano, e suas espantosas letras acerca de conturbados temas, como sexo, religião e tragédia pessoal – o que foi a sua marca registrada durante um longo período.
Em meados de 2010, precisamente em maio, conheci Tori. Tinha acabado de fazer 16 anos, e já tinha ouvido falar dela em algum lugar, mas só de nome. Estava cessado de meu fanatismo em Alanis Morissette e do marasmo mainstream da música na época. Comecei a buscar artistas que se encaixassem com o que eu estava à procura naquele momento: agitação; algo que apaziguasse meu tédio. Eis que recorro à tão-falada rede social que eu havia criado há algum tempo, mas não usava regularmente: o Last.fm.
Lembro que em um dos meus primeiros usos imprudentes, fui escutar a rádio do site, onde ele te fornece uma playlist com músicas de acordo com seu gosto musical. Durante a execução dessa rádio, eis que me é apresentada Bouncing Off Clouds – e foi paixão à primeira vista. Procurei por ela apenas com o nome “Bouncing”, o que ficou em mente. Vasculhei a internet quase que inteira e nada. Resolvi baixar alguma canção aleatória, e fiz o download de Silent All These Years, via torrent.
No começo essa música me causou certa estranheza, porque havia achado meio vagarosa – e Tori também não fazia o estereótipo de artista que me agradava – mas tinha um refrão contagiante, e isso fez com que crescesse mais e mais a cada execução. Logo, baixei o disco completo. Ao escutar os primeiros e angustiantes versos de Crucify, senti como se todo o meu fôlego tivesse sido tirado, e, ao final, devolvido bruscamente ao meu corpo; mas também trouxe certo alívio, como se eu tivesse passado por uma terapia de divã, e ali, posto pra fora todas as lamúrias e dores que me afligiam. Nunca havia sentido identificação tão grande. Estava fora de minhas zonas de conforto, e acabara de adentrar nas conturbadíssimas de Mrs. Amos.
A dualidade sensorial das músicas de Tori em Little Earthquakes é impressionante, pois te leva a lugares e momentos que você não só se identifica, mas se machuca, também. Nos leva a conceber que a vida não é feita só de eventos bons (pelo contrário), e que as dificuldades estão aí, em nossas faces; mais importante, que devemos lidar com elas, não tentar ignorá-las. Basicamente o que Tori mostra é que se não expurgamos nossos demônios, eles tomam conta de nós.
Suas canções poderiam muito bem ser interpretadas como somente deprimentes, mas quando você escuta qualquer música desse disco, ao mesmo tempo em que a exposição de sentimentos dolorosos pode lhe trazer duras lembranças, sempre consegue criar ao final uma espécie de alívio, um efeito terapêutico indescritível.
E a postura de Tori nesse álbum é de deixar qualquer um pasmo; ela foi verdadeiramente uma artista ao expor suas dores, mágoas e situações de tragédia pessoal publicamente, e ainda conseguiu ir além: transformou momentos tão pungentes de sua vida em belíssimos registros musicais, com interpretações viscerais, de fazer cair os queixos de quem ousar subestimar seu talento. O disco também mudou minhas perspectivas musicais, pois não costumava ver o piano de forma tão atrativa antes de escutá-lo.
Em suma, nenhum adjetivo no mundo seria suficiente para descrever o que esse álbum me representa e faz sentir, o valor sentimental que nutro por ele é inestimável. Esteve presente em várias fases da minha vida, desde paixonites de colégio até frequentes conflitos existenciais. Considero-me alguém bastante sortudo por ter conhecido um artista com quem me identifique tanto feito Tori Amos, porque desconheço qualquer outro no mundo que sintetize tão bem emoções e sentimentos como ela... Algo bastante evidente em sua primeira grande obra-prima, Little Earthquakes.
---
"Tonny Aranha" é o pseudônimo criado pela mãe do pequeno garoto Antonio Tavares Aranha Neto, enquanto ainda era um grande aspirante a desenhista, na infância. Tem 18 anos e cursa o 4º período de jornalismo no Centro Universitário do Norte (Uninorte), em Manaus. Gosta de escrever sobre música, escutá-la, e, se possível, fazê-la. Você nunca ouviu falar dele antes. E possivelmente nem vai. Um sonhador.
Oh, these little earthquakes...
Minha primeira experiência com Little Earthquakes – que sem demasia alguma considero o melhor álbum feminino já feito – é muito mais que somente musical; ele fez (e ainda faz) parte de uma incrível época da minha vida, que se define em eras desde que o conheci: as pré e pós-Tori Amos e seus “pequenos terremotos” (que de pequenos não tem nada), e também foi responsável por me fazer gostar da moça dos cabelos cor de fogo com atitude explosiva ao piano, e suas espantosas letras acerca de conturbados temas, como sexo, religião e tragédia pessoal – o que foi a sua marca registrada durante um longo período.
Em meados de 2010, precisamente em maio, conheci Tori. Tinha acabado de fazer 16 anos, e já tinha ouvido falar dela em algum lugar, mas só de nome. Estava cessado de meu fanatismo em Alanis Morissette e do marasmo mainstream da música na época. Comecei a buscar artistas que se encaixassem com o que eu estava à procura naquele momento: agitação; algo que apaziguasse meu tédio. Eis que recorro à tão-falada rede social que eu havia criado há algum tempo, mas não usava regularmente: o Last.fm.
Lembro que em um dos meus primeiros usos imprudentes, fui escutar a rádio do site, onde ele te fornece uma playlist com músicas de acordo com seu gosto musical. Durante a execução dessa rádio, eis que me é apresentada Bouncing Off Clouds – e foi paixão à primeira vista. Procurei por ela apenas com o nome “Bouncing”, o que ficou em mente. Vasculhei a internet quase que inteira e nada. Resolvi baixar alguma canção aleatória, e fiz o download de Silent All These Years, via torrent.
No começo essa música me causou certa estranheza, porque havia achado meio vagarosa – e Tori também não fazia o estereótipo de artista que me agradava – mas tinha um refrão contagiante, e isso fez com que crescesse mais e mais a cada execução. Logo, baixei o disco completo. Ao escutar os primeiros e angustiantes versos de Crucify, senti como se todo o meu fôlego tivesse sido tirado, e, ao final, devolvido bruscamente ao meu corpo; mas também trouxe certo alívio, como se eu tivesse passado por uma terapia de divã, e ali, posto pra fora todas as lamúrias e dores que me afligiam. Nunca havia sentido identificação tão grande. Estava fora de minhas zonas de conforto, e acabara de adentrar nas conturbadíssimas de Mrs. Amos.
A dualidade sensorial das músicas de Tori em Little Earthquakes é impressionante, pois te leva a lugares e momentos que você não só se identifica, mas se machuca, também. Nos leva a conceber que a vida não é feita só de eventos bons (pelo contrário), e que as dificuldades estão aí, em nossas faces; mais importante, que devemos lidar com elas, não tentar ignorá-las. Basicamente o que Tori mostra é que se não expurgamos nossos demônios, eles tomam conta de nós.
Suas canções poderiam muito bem ser interpretadas como somente deprimentes, mas quando você escuta qualquer música desse disco, ao mesmo tempo em que a exposição de sentimentos dolorosos pode lhe trazer duras lembranças, sempre consegue criar ao final uma espécie de alívio, um efeito terapêutico indescritível.
E a postura de Tori nesse álbum é de deixar qualquer um pasmo; ela foi verdadeiramente uma artista ao expor suas dores, mágoas e situações de tragédia pessoal publicamente, e ainda conseguiu ir além: transformou momentos tão pungentes de sua vida em belíssimos registros musicais, com interpretações viscerais, de fazer cair os queixos de quem ousar subestimar seu talento. O disco também mudou minhas perspectivas musicais, pois não costumava ver o piano de forma tão atrativa antes de escutá-lo.
Em suma, nenhum adjetivo no mundo seria suficiente para descrever o que esse álbum me representa e faz sentir, o valor sentimental que nutro por ele é inestimável. Esteve presente em várias fases da minha vida, desde paixonites de colégio até frequentes conflitos existenciais. Considero-me alguém bastante sortudo por ter conhecido um artista com quem me identifique tanto feito Tori Amos, porque desconheço qualquer outro no mundo que sintetize tão bem emoções e sentimentos como ela... Algo bastante evidente em sua primeira grande obra-prima, Little Earthquakes.
---
"Tonny Aranha" é o pseudônimo criado pela mãe do pequeno garoto Antonio Tavares Aranha Neto, enquanto ainda era um grande aspirante a desenhista, na infância. Tem 18 anos e cursa o 4º período de jornalismo no Centro Universitário do Norte (Uninorte), em Manaus. Gosta de escrever sobre música, escutá-la, e, se possível, fazê-la. Você nunca ouviu falar dele antes. E possivelmente nem vai. Um sonhador.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Little Earthquakes - Traduções!

Tori Amos é uma artista reconhecida por tratar de suas questões pessoais munida de crueza, discernimento, uma poética singular e, acima de qualquer outra coisa, cativante.
Estes traços são sua marca desde os primórdios de sua carreira solo, e nessa caminhada, esbarramos com o que para muitos é o trabalho insuperável da artista: Little Earthquakes. Ao falar de seu pequeno mundo azul (vide Upside Down), Tori levantou questionamentos frente à religião (especialmente, o aspecto auto-flagelativo do Cristianismo), à morte, ao abuso sexual e, especialmente, à sua tristeza, algo que faz parte de sua arte desde então. Neste álbum, a gente encontra achados como Tear in Your Hand, Leather, Me and a Gun, Silent All These Years, Winter... Clássicos que nunca ficam de fora de tours, shows promocionais, e por aí vai.
Decidi pegá-los e traduzi-los para postar aqui. Como costumo pedir, caso haja algum erro nas traduções, por favor, peçam a correção, ok? Vamos lá!
CRUCIFY (CRUCIFICAR)
Cada dedo nesta sala está apontando para mim
Quero cuspir em seus rostos,
Mas tenho receio do que depois possa acontecer
Tenho uma bola de boliche no estômago
E um deserto na boca
Parece que minha coragem escolheria se vender agora
Estive à procura de um salvador nestas ruas imundas
Procurei por um salvador debaixo desses lençóis sujos
Levantei minhas mãos - enfie outro prego
É disso que Deus precisa, mais uma vítima
Por que nos crucificamos todos os dias?
Me crucifico, nada do que faço é bom o bastante para você
Me crucifico todos os dias
Me crucifico, meu coração está farto
Disse, meu coração está farto de ficar em correntes
Correntes...
Veio um chute para um cão, implorando por amor
Devo ter meu sofrimento para poder levar minha cruz
Conheço um gato chamado Páscoa, e ele me diz:
“Quando você vai aprender?"
Você será só uma uma gaiola vazia se matar o passarinho
Estive à procura de um salvador nestas ruas imundas
Procurei por um salvador debaixo desses lençóis sujos
Levantei minhas mãos, enfie outro prego
Tenho culpa suficiente para começar minha própria religião
Por que nos crucificamos todos os dias?
Me crucifico, nada do que faço é bom o bastante para você
Me crucifico todos os dias
Me crucifico, meu coração está farto
Disse, meu coração está farto de ficar em correntes
Correntes...
Por favor, seja
Salve-me
Eu choro
Estive à procura de um salvador nestas ruas imundas
Procurei por um salvador debaixo desses lençóis sujos
Levantei minhas mãos, enfie outro prego
Onde estão esses anjos quando você precisa deles?
Por que nos crucificamos todos os dias?
Me crucifico, nada do que faço é bom o bastante para você
Me crucifico todos os dias
Me crucifico, meu coração está farto
Disse, meu coração está farto de ficar em correntes
Correntes...
Por que nos crucificamos?
Nunca mais vou me crucificar
De novo não
Nunca mais vou me crucificar,
Todo santo dia
GIRL (GAROTA)
Das sombras ela chama
E nas sombras, encontra um caminho
Encontra um caminho
Dentro das sombras ela rasteja
Agarrada à sua velha fotografia
Minha imagem em sua mão
Sim, com uma mensagem para meu coração
Sim, com uma mensagem para meu coração
Ela já foi garota de todo mundo, talvez um dia seja de si mesma
A garota de todo mundo, talvez um dia de si mesma
E no caminho da porta eles ficam parados,
E gargalham como violinos cheios de água
Gritos dos jacintos-do-campo* não conseguem fazê-los parar
Bem, não estou mais com 17, mas tenho cortes em meus joelhos
Caindo enquanto o inverno leva mais uma cerejeira
Ela já foi garota de todo mundo, talvez um dia seja de si mesma
A garota de todo mundo, talvez um dia de si mesma
A garota de todo mundo, talvez um dia ela seja de si mesma
A garota de todo mundo, talvez um dia ela seja de si mesma
A garota de todo mundo, talvez um dia ela seja de si mesma
// Rios correndo, fio tão fino
Limitação, sonhos com porcos voadores
Azul turvo e a farmácia é tão segura
Em seus casacos e afazeres, sim...
Nevoeiro em nossos corações
Um travesseiro para meus pontos //
Talvez um dia, talvez um dia ela seja de si mesma
E pela névoa ela caminha
Castelos queimando em meu coração
E quando viro, seguro firme
E sigo para o trabalho todos os dias, me perguntando o porquê
“Sente na cadeira e seja uma boa garota”
E vire tudo o que lhe disseram para ser
Os caras de branco entram em seu quarto
E eu estou chamando meu bebê, chamando meu bebê, chamando meu bebê!
Chamando...
A garota de todo mundo, talvez um dia ela seja de si mesma...
* Jacintos-do-campo ou "Bluebells" são essas flores AQUI.
SILENT ALL THESE YEARS (CALADA TODOS ESSES ANOS)
Com licença, mas posso ser você por um instante?
Meu cão não morderá se você ficar bem quieto
O Anti-Cristo está na cozinha, gritando de novo comigo
Sim, eu estava ouvindo
Fui salva novamente pelo caminhão de lixo
Tenho algo a dizer, mas sabe, não sai nada
Sim, sei o que pensa de mim, você nunca cala a boca
Sim, estava ouvindo
E se eu fosse uma sereia, usando o jeans dele
Com o nome dela ainda na calça?
Mas não me importo se às vezes
Digo, às vezes,
Eu ouço minha voz e percebo que ela esteve aqui...
Calada todos esses anos
Então você encontrou uma garota que tem pensamentos tão profundos...
O que há de tão fantástico em pensamentos tão profundos?
Rapaz, é melhor você rezar para minha menstruação descer logo
Que tal este pensamento?
Meu grito se perde num copo de papel
Você acredita num paraíso para onde alguns gritos se foram
Eu tenho 25 dólares e uma bolacha, será que paga a ida até lá?
E se eu fosse uma sereia, usando o jeans dele
Com o nome dela ainda na calça?
Mas não me importo se às vezes
Digo, às vezes,
Eu ouço minha voz e percebo que ela esteve aqui
Calada todos esses...
Anos voam,
E eu continuarei esperando por alguém que entenda?
Anos voam,
Se sou despida de minha beleza
E as nuvens laranjas continuam chovendo em minha cabeça
Anos voam...
Vou me engasgar com minhas lágrimas até finalmente nada mais restar?
Mais uma vítima, você sabe
Somos tão fáceis, fáceis, fáceis
Ok, amei a forma como nos comunicamos
Seus olhos focados no formato divertido dos meus lábios
Vamos ouvir agora o que pensa de mim, mas fofura, não olhe para cima:
O céu está caindo
Sua mãe aparece num vestido bem ousado
Chegou sua vez de ficar na minha posição
Todo mundo lhe encarando...
Aqui, segure minha mão
Sim, eu estou os ouvindo
E se eu fosse uma sereia, usando o jeans dele
Com o nome dela ainda na calça?
Mas não me importo se às vezes
Digo, às vezes,
Eu ouço minha voz
Eu ouço minha voz
Eu ouço minha voz
E percebo que ela esteve aqui...
Calada todos esses anos
Eu estive aqui
Calada todos esses anos
Calada todos esses...
Calada todos esses anos
PRECIOUS THINGS (COISAS PRECIOSAS)
Então corri mais rápido
Mas fui pega aqui
Sim, minha obediência dobrada
Como meu tornozelo, na sétima série
Correndo atrás de Billy...
Correndo atrás da chuva
Estas coisas preciosas,
Deixe-as sangrar
Deixe-as serem lavadas!
Estas coisas preciosas
Deixe-as perder seu poder sobre mim
Ele disse: “você é uma menina muito feia
Mas gosto da forma como você toca”
E eu morri
Mas o agradeci
Você acredita nisso?!
(Nojo, nojo)
Agarrada a foto dele,
E me fantasiando todos os dias
Quero esmagar os rostos
Desses belos garotos,
Esses garotos cristãos...
Pois vocês podem até me fazer gozar,
Mas isso não lhes torna Jesus!
Estas coisas preciosas,
Deixe-as sangrar
Deixe-as serem lavadas!
Estas coisas preciosas
Deixe-as perder seu poder sobre mim
Sim, eu me recordo...
Em meu vestido de festa rosado
Ninguém ousou...
Ninguém se preocupou em me dizer
Onde estavam as garotas bonitas,
Essas semideusas-
Com pregos de 23 cm e suas delicadas calcinhas fascistas,
Enfiadas no coração de cada uma dessas garotas gentis!
Estas coisas preciosas,
Deixe-as sangrar
Deixe-as serem lavadas!
Estas coisas preciosas
Deixe-as perder seu poder sobre mim
Estas coisas preciosas,
Deixe-as sangrar, garotas!
Deixe-as serem lavadas!
Estas coisas preciosas
Deixe-as perder seu poder sobre mim!
Preciosas...
Preciosas
WINTER (INVERNO)
A neve que espere, esqueci minhas luvas
Limpo meu nariz, ponho minhas novas botas
Sinto meu coração um pouquinho aquecido quando penso no inverno
Ponho a mão na luva de meu pai
Troco os pés onde montes de neve ficam mais fundos
A Bela Adormecida me tropeça com um olhar severo
Ouço uma voz: “Você deve aprender a se levantar sozinha,
Pois nem sempre estarei por perto”
Ele diz: “Quando você se decidirá?
Quando você se amará tanto quanto eu lhe amo?
Quando você se decidirá?
Pois as coisas irão mudar tão rápido”
Todos os cavalos brancos continuam sobre a cama
Digo a você que quero sempre lhe ter por perto
Você diz: “as coisas mudam, minha querida”
Garotos são descobertos enquanto derrete o inverno
Flores competindo pelo sol
Os anos passam e eu ainda estou esperando,
Murchando no lugar onde estava um boneco de neve
Espelho, espelho meu, aonde está o Palácio de Cristal?
Estou vendo apenas meu reflexo
Patinando em volta de quem sou eu de verdade
Ainda que saiba, o gelo está derretendo
Ele diz: “Quando você se decidirá?
Quando você se amará tanto quanto eu lhe amo?
Quando você se decidirá?
Pois as coisas irão mudar tão rápido”
Todos os cavalos brancos continuam sobre a cama
Digo a você que quero sempre lhe ter por perto
Você diz: “as coisas mudam, minha querida”
O cabelo está grisalho e o fogo queimando
Tantos sonhos na estante
Você diz: “eu quis que você tivesse orgulho de mim”
Eu mesma sempre quis isso
“Quando você se decidirá?
Quando você se amará tanto quanto eu lhe amo?
Quando você se decidirá?
Pois as coisas irão mudar tão rápido”
Todos os cavalos brancos seguiram adiante
Digo a você que quero sempre lhe ter por perto
Você diz que as coisas mudam, meu querido
Nunca mudam
Todos os cavalos brancos...
HAPPY PHANTOM (FANTASMA FELIZ)
E se eu morrer hoje, serei a fantasma feliz
E perseguirei freiras lá fora, no jardim
Correrei nua, sem minha máscara, pela rua
E nunca mais precisarei de guarda-chuvas quando chover
Acordarei em campos de morango todo dia
E as atrocidades da escola eu poderei perdoar
A fantasma feliz não tem o direito de falar mal dos outros
Uhul! A hora está chegando
Uhul! A hora de ser um fantasma
Uhul! A cada dia fica mais perto
O sol está escurecendo...
Pagaremos pelo que fomos?
E se eu morrer hoje, serei a fantasma feliz
E usarei minhas roupas mais provocantes como se fossem joias
Elas serão meu ingresso para a Ópera Universal
Tem Judy Garland levando Buda pela mão
E então esses sete homenzinhos levantam para dançar
Andam dizendo que Confúcio faz palavras cruzadas com uma caneta
Ainda sou um anjo para a garota que odeia pecar
Uhul! A hora está chegando
Uhul! A hora de ser um fantasma
Uhul! A cada dia fica mais perto
O sol está escurecendo...
Pagarei pelo que fui?
Ou lhe verei, querido, e desejarei voltar ao mundo?
Você encontrou uma garota a quem pôde verdadeiramente amar de novo
Mas continuará chamando por mim quando ela adormecer,
Ou as pessoas logo esquecem daquilo que não podem ver?
Uhul! A hora está chegando
Uhul! A hora de ser um fantasma
Uhul! A cada dia fica mais perto
O sol está escurecendo...
Pagarei pelo que fui? Sim...
E se eu morrer hoje
E se eu morrer hoje
E se eu morrer hoje
Perseguindo freiras lá no jardim!
CHINA
China, todo o caminho para NY
Posso sentir a distância se aproximar
Você está bem perto de mim,
Mas eu preciso de um avião
Posso sentir a distância em sua respiração
Às vezes, acho que você quer que eu lhe toque
Mas como, quando você constrói uma Grande Muralha à sua volta?
Em seus olhos vejo um futuro para nós dois
Mas você os virou,
Para longe
Louça chinesa* decora nossa mesa
Engraçado como as rachaduras parecem se esconder
Sirva o vinho, querido
Você disse que sairemos de férias
Mas nunca conseguimos concordar para onde ir
Às vezes, acho que você quer que eu lhe toque
Mas como, quando você constrói uma Grande Muralha à sua volta?
Em seus olhos vejo um futuro para nós dois
Mas você os virou,
Para longe
China, todo o caminho para NY
Talvez você tenha se perdido no México
Você está bem perto de mim
Penso até que possa me ouvir...
Engraçado com a distância aprende a crescer
Às vezes, acho que você quer que eu lhe toque
Mas como, quando você constrói uma Grande Muralha à sua volta?
Posso sentir a distância
Posso sentir a distância...
Posso sentir a distância se aproximar
* Como nos foi alertado por Clarissa Barth, o uso da palavra "China" no verso marcado refere-se à louça de porcelana sobre a mesa, numa metáfora aos problemas do casal.
LEATHER (COURO)
Olhe, estou parada e nua na sua frente
Você quer algo além de meu sexo?
Posso gritar tão alto quanto a última,
Mas não posso alegar inocência
Oh, Deus, seria o clima?
Oh, Deus, por que estou aqui?
Se o amor não é para sempre
E não se trata do clima
Devolva meu couro
Poderia fingir que você me ama
A noite não causaria medo algum
Mas por que precisaria de seu amor,
Quando você não aguenta as coisas que amo?
Oh, Deus, seria o clima?
Oh, Deus, por que estou aqui?
Se o amor não é para sempre
E não é o clima
Devolva meu couro
Eu quase atropelei um anjo
Ele tinha um bom charuto, grande e pesado
“De certa forma”, ele disse, “aqui você está só
Então se for pular fora, que seja pra bem longe”
Oh, Deus, seria o clima?
Oh, Deus, por que estou aqui?
Se o amor não é para sempre
E não é o clima...
Oh, Deus, seria o clima?
Oh, Deus, está tudo tão claro!
Se o amor não é para sempre
E não é o clima
Devolva meu couro
MOTHER (MÃE)
Vá, vá, vá agora
Saia do ninho, é hora
Vá, vá, vá agora
Garota de circo sem uma rede de proteção
Aqui, aqui, agora não chore
Você levantou sua mão para o serviço
Enfie essas fitas dentro de seu capacete,
Seja uma boa soldada
Primeiro meu pé esquerdo
Então, o direito logo atrás
Meia-calça correndo no frio
Mãe, o carro está aqui
Alguém deixe a luz acesa
Limusine verde para a ruiva
Dançante, garota dançante
E quando eu dançar para ele,
Alguém deixe a luz acesa
Somente se eu gostar da dança
Consigo me lembrar de onde eu vim
Eu adentrei em seu sonho
E esqueci de como sonhar meu próprio sonho
Você é o sabichão, né?
Noivas de véu para você
Nós lhe contamos todos nossos segredos
Todos, menos um
Agora nem tente mais
O telefone foi desconectado
Pingando de sangue, tempo e de seu conselho
Envenena-me contra a lua
Mãe, o carro está aqui
Alguém deixe a luz acesa
Carruagem Preta para a ruiva
Dançante, garota dançante
Ele mudará meu nome,
E talvez deixe a luz acesa
Somente se eu gostar da dança
Consigo me lembrar de onde eu vim
Eu fugi para- sua fuga para
Nossa paisagem de medo predileta
Está cruzando o céu, cruzando meu coração
E eu cruzo minhas pernas... Oh, meu Deus
Primeiro meu pé esquerdo
Então, o direito logo atrás
Migalhas de pão perdidas na neve
Oh... Mãe
Mãe, o carro está aqui
Talvez, talvez você deixe a luz acesa
Para a garota... A garota dançante
Ele mudará meu nome,
E talvez você deixe a luz acesa
Somente se eu gostar da dança
Consigo me lembrar de onde eu...
Eu vim
Mãe, mãe...
Mãe
TEAR IN YOUR HAND (LÁGRIMA EM SUA MÃO)
O mundo inteiro parou agora
Você está me dizendo que não quer mais ficar comigo
Deixe-me respirar bem fundo, baby
Se precisar de mim, eu e Neil estaremos passando um tempo com o Rei do Sonho*
A propósito, Neil mandou um “Oi”
Não consigo acreditar que você está indo embora só porque eu e Charles Manson
Gostamos do mesmo sorvete
Acho que é essa garota...
Acho que há partes de mim que você nunca viu
Talvez ela seja apenas as partes de mim que você nunca viu
O mundo inteiro é tudo o que sou
O preto do mais preto oceano
E essa lágrima, em sua mão
O mundo inteiro está balançando, balançando, balançando para mim, querido
Você não sabe o poder que tem com essa lágrima, em sua mão
Essa lágrima em sua mão
Talvez, eu não seja acostumada com “Talvezes”
Irrompendo num quarto frio
Rasgando minhas mãos toda vez que lhe toco
Talvez... Talvez seja agora a hora de lhe acenar adeus
A hora de acenar adeus
Dei uma volta com a Lua
Eu conheço, eu lhe conheço bem
Ok, melhor do que antes imaginava
A neblina nublou minha cabeça
Com o deslumbre do porquê que isso nunca daria certo
Então você diz, e eu digo que você é cheio de vontades
E seus “baby, baby, baby, babies”
Estou lhe dizendo que há partes de mim que você nunca viu
E que ela talvez seja as partes de mim que você nunca viu
O mundo inteiro é tudo o que sou
O preto do mais preto oceano
E essa lágrima, em sua mão
O mundo inteiro está balançando, balançando, balançando para mim, querido
Você não sabe o poder que tem com essa lágrima, em sua mão
Essa lágrima em sua mão
Mão
Mão
Lágrima
Mão
Mão
Mão... Mão
* Rei do Sonho: Dream King deve ser uma referência ao personagem Morpheus, da conhecida série de quadrinhos Sandman, de Neil Gaiman (ela cita o próprio autor no verso).
ME AND A GUN (EU E UMA ARMA)
5 da madrugada, manhã de sexta-feira, noite de quinta, o sono perdido.
Ainda estou acordada, dirigindo. Não posso voltar para casa, óbvio.
Então mudo de direção, pois logo saberão onde vivo.
E eu quero viver.
Tenho um tanque cheio e um pouco de batatas chips.
Era eu e uma arma, e um homem nas minhas costas
E eu cantei “holy, holy” enquanto ele desabotoava sua calça.
Você pode até rir, chega a ser engraçado o que se pensa numa hora dessas
Como “Ainda não conheci Barbados, então tenho que sair dessa”.
Sim, estava vestindo uma roupa vermelha e colada
Por conta disso eu deveria abrir minhas pernas para você,
Seus amigos, seu pai, Sr. Ed?
Era eu e uma arma, e um homem nas minhas costas
Mas ainda não conheci Barbados, então eu tenho que sair dessa
E eu sei o que isso significa, eu e Jesus, há uns anos atrás,
Costumávamos conversar e ele disse: “É sua escolha, baby, apenas se lembre
Eu não creio que você estará de volta em três dias, então escolheu bem”
Me diz o que é direito!
É meu direito estar de bruços da Sevilha de Fred?
Era eu e uma arma, e um homem nas minhas costas
Mas ainda não conheci Barbados, então tenho que sair dessa.
E você conhece Carolina, onde os biscoitos são macios e doces?
Essas coisas passam por sua cabeça quando há um homem em suas costas
E você é empurrada pela barriga
Não é um Cadillac clássico.
Eu e uma arma, e um homem nas minhas costas
Mas ainda não conheci Barbados, então eu tenho que sair dessa
Não conheci Barbados, então eu tenho que sair dessa
Nota: parte dessa tradução foi consultada nesta versão, postada em 2017: LINK. Obrigado!
LITTLE EARTHQUAKES (PEQUENOS TERREMOTOS)
Um pássaro amarelo voando leva um tiro na asa
Um bom ano para caçadores e festas de Natal
E eu odeio
Eu odeio
Odeio música de elevador
A forma como brigamos
A forma como sou deixada aqui, em silêncio
Oh, estes pequenos terremotos
Lá vamos nós outra vez
Oh, estes pequenos terremotos
Não é preciso muito para nos rasgar em pedaços
Dançamos em cemitérios com vampiros, até o amanhecer
Gargalhamos na cara de reis,
Sem medo de sermos queimadas
E eu odeio
Eu odeio
Odeio desintegração
Ver-nos murchar
Rosas de asas negras
Que, por segurança, mudaram sua cor
Oh, estes pequenos terremotos
Lá vamos nós outra vez
Oh, estes pequenos terremotos
Não é preciso muito para nos rasgar em pedaços
Não consigo alcançá-lo!
Não consigo alcançá-lo!
(Mesmo o ouvindo em minha cabeça!)
Não consigo alcançá-lo
Não consigo alcançá-lo
Alcançá-lo...
Dê-me vida, dê-me dor, dê-me a mim mesma outra vez
Dê-me vida, dê-me dor, dê-me a mim mesma outra vez
Dê-me vida, dê-me dor, dê-me a mim mesma outra vez
Oh, estes pequenos terremotos
Lá vamos nós outra vez
Oh, estes pequenos terremotos
Não é preciso muito para nos rasgar em pedaços
Não é preciso muito para nos rasgar em pedaços...
Não é preciso muito para nos rasgar em pedaços
xxx
No mais, é isso :)!
Até a próxima,
Hernando Neto
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